Jovem Crente: Sal e Luz - No mundo, mas não do mundo

Sal e Luz - No mundo, mas não do mundo


Você alguma vez já ficou em dúvida sobre como deve seu relacionamento e amizade com pessoas que não acreditam em Jesus? Quais as recomendações? Existem limites? É pecado? Questões sobre como agir na faculdade, quais convites aceitar ou como se relacionar com as pessoas do seu trabalho já foram dilemas na sua vida? Se sim, o artigo dessa semana vai te ajudar a entender melhor o que a Bíblia nos ensina sobre esse assunto!

Antes de tudo, é importante deixarmos bem claro que nos relacionarmos com pessoas não crentes não só não é pecado como é algo que Jesus fez muito frequentemente durante seus anos de ministério aqui na Terra. A questão não é SE devemos nos relacionar, mas COMO deve ser o relacionamento do cristão com os não crentes. Para isso, vamos analisar como era o contato de Jesus com os seus discípulos e as pessoas que eram excluídas.


1) Jesus veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos.

A Bíblia nos mostra vários exemplos de situações em que Jesus mostrou compaixão e se aproximou de pessoas que certamente “não mereciam”, independentemente de elas viverem deliberadamente em seus pecados.

Durante sua viagem para Jerusalém, Jesus passou por Jericó onde conheceu Zaqueu, chefe dos publicanos, responsável pela coleta de impostos. Ele era odiado pelos outros judeus e visto como traidor. Apesar da má reputação de Zaqueu, Jesus decidiu ir até sua casa. A decisão de Jesus foi questionada, pois as pessoas não entendiam o interesse de Jesus em ficar na casa de um publicano. Jesus respondeu muito bem a esse questionamento:

“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" 
(Lucas 19.10). 

Deus quer buscar e salvar aqueles que estão perdidos em seus pecados. Ele quer alcançar aqueles que estão longe dele e quer te usar como instrumento nessa obra!

Precisamos entender que, como cristãos, nosso papel é sermos mensageiros das boas novas da salvação que há em Cristo para aqueles que ainda não o conhecem. Seu relacionamento e amizade com um não crente deve ter como objetivo tornar conhecidos Cristo e seu sacrifício na cruz.


2) Jesus diz que somos “sal da terra e luz do mundo”.

"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5.13-16). 

A Palavra de Deus nos diz que somos sal da terra. Nos tempos de Jesus, o sal era muito utilizado para conservar alimentos, fazendo com que permanecessem bons por muito mais tempo. Enquanto crentes em Jesus, nós exercemos esse papel na sociedade. Mesmo que as pessoas não percebam ou reconheçam, nossas vidas devem fazer os valores e verdades bíblicas permanecerem vivos e conservados em meio a “uma geração corrompida e depravada” (Filipenses 2.15).

Nesse mesmo trecho, Jesus também diz que somos a luz do mundo. Você concorda comigo que é bem mais fácil e menos trabalhoso iluminar um ambiente que já está cheio de outras luzes do que ter que iluminar um lugar que está em trevas?

Da mesma maneira, é bem mais fácil e cômodo ficarmos em nossa zona de conforto e só nos relacionarmos com pessoas que compartilham nossa fé. Contudo, em Mateus, aprendemos que somos a luz do mundo e que nossa luz deve brilhar diante dos homens para que o Pai seja glorificado.


3) Jesus não era influenciado, ele influenciava!

Já ficou bem claro que nosso relacionamento com incrédulos é muito importante, pois deve, intencionalmente, buscar glorificar ao Pai por meio de um bom testemunho da transformação que experimentamos pela graça de Deus em nossas vidas, e compartilhar de Jesus e de seu sacrifício na cruz que redimiu nossos pecados. Contudo, fique atento! No relacionamento crente/não crente você deve ser a influência e não o influenciado! Não caia no equívoco de usar a desculpa de que está evangelizando ou desenvolvendo uma amizade intencional com alguém para poder frequentar lugares e fazer coisas que não agradam a Deus.

Certa vez, enquanto estava trabalhando como conselheira no Acampamento Palavra da Vida, uma das acampantes me disse que não via problema em frequentar baladas com suas amigas não cristãs, pois “Jesus também frequentou lugares considerados hostis pela sociedade”. A minha resposta foi direta: Jesus de fato frequentou lugares que as pessoas de sua época consideravam inapropriados, andou com pessoas que tinham as práticas mais condenáveis, mas seu objetivo sempre era fazer com que Deus fosse glorificado em todo e qualquer lugar. Jesus falava das boas notícias da salvação, contava parábolas, realizava milagres e tanto mais, e ao falar com cada perdido sua intenção era que este fosse encontrado e que Deus fosse exaltado!

Seja honesto consigo mesmo e com Deus. Não faça jamais aquilo que desagrada o Senhor com o pretexto de estar tentando ser luz ou dar bom testemunho.


4) Dependemos completamente da graça

É muito importante lembrar que essa difícil tarefa de desenvolver relacionamentos intencionais, ter alvos evangelísticos, ser luz em meio às trevas e fazer o nome de Jesus conhecido aos não crentes não pode jamais ser alcançada por mérito próprio. Somos pecadores redimidos e completamente dependentes da graça e misericórdia de Deus em nossas vidas, e por isso não temos razão nenhuma para nos gloriarmos.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9) 

Coloque suas maiores dificuldades e desafios em relação a relacionamentos com não crentes diante de Deus. Ore e peça a Deus sabedoria para 1) agir de modo agradável a ele e 2) ter estratégias para falar da salvação que há em Jesus para aqueles que ainda não o conhecem.

Artigos Relacionados:
Diferente entre os iguais - No mundo, mas não do mundo



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seus comentários, sugestões ou opiniões. Lembre-se:
- pode discordar, mas com educação