Jovem Crente: Bom demais para ser verdade

Bom demais para ser verdade


Nada na vida é “de graça”. Crescemos em um mundo em que somos recompensados pelos nossos próprios méritos. Tudo tem um “se. Se você se comportar, podemos ir ao McDonald’s. Se você for um bom filho(a) durante o ano, você vai ganhar um presente de natal legal. Se você não se comportar e não merecer, o Papai Noel vai te dar carvão de Natal e por aí vai.



Estamos tão acostumados com isso que quando algo é “muito fácil” ou gratuito, pensamos: é bom demais para ser verdade. Além de que ficamos revoltados quando vemos alguém passar na vaga do estágio/vestibular de medicina quando não consideramos a pessoa merecedora daquilo. Até chegamos a pensar: Ela/e nem se esforçou como eu.

A questão é que podemos aplicar a ideia de se esforçar para vários aspectos na nossa vida. Exceto um: a salvação.

Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos.
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;   Efésios 2:4,5,8

É engraçado pensar nisso: “Deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões.

Desde o primeiro passo, Deus contraria toda a nossa lógica (e eu acho isso fantástico!). Deus não nos ofereceu a salvação depois de nos arrependermos dos nossos pecados nem depois de clamarmos por misericórdia. Deus não simplesmente ofereceu a salvação. Ele correu atrás de tudo. Ele veio atrás de nós quando estávamos de costas para Ele, quando estávamos submersos no pecado, sem intenção nenhuma de nos livrarmos. Quando éramos merecedores da ira, e não do amor.

Então, somos chocados pelo que vem depois da palavra “todavia. Apesar de sermos trapos imundos que mereciam o inferno, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor que nos amou, deu-nos vida em Cristo.

Com essas poucas palavras, podemos tirar grandes verdades a respeito da nossa situação.
                  1. Éramos por natureza merecedores da ira.
Veja que o próprio apóstolo Paulo se coloca dentro do grupo de “merecedores da ira”. Isso nos mostra que não importa quem você seja: “bonzinho” ou “mau”. Se você é humano, você era merecedor da ira de Deus, como qualquer outro humano.

2. Deus, que é rico em misericórdia, deu-nos vida.
Não foi porque mostramos como somos legais, como nos esforçamos ou como merecemos uma “segunda chance”. Ele deu-nos vida porque é rico em misericórdia.

3. Deu-nos vida com Cristo.
Novamente, Deus não deu vida àqueles que ele achava que mereciam e deixou para trás aqueles “super pecadores”. Todos mereciam a ira, mas todos recebemos a oportunidade de ter vida com Cristo. Não importa quem você seja ou o que você fez no passado, você pode ter uma vida com Cristo.

4. Pela graça vocês são salvos, mediante a fé.
A graça de Deus é o que mais nos intriga, porque não vemos nada parecido no mundo. Mas aí que está a jogada — Deus é o único que nos dá graça: um amor incondicional. Não importa o que fizemos. Onde abundou o pecado, superabundou a graça (Romanos 5:20).

5. Isto não vem de vocês, é dom de Deus
Nenhum esforço nosso ou boa obra pode contribuir para a nossa salvação. Deus é responsável por isso, e Ele não nos dá conforme merecemos, mas conforme sua graça e misericórdia.

Quer você esteja buscando a salvação pelos seus próprios méritos ou infeliz por reconhecer que você não pode salvar-se a si mesmo, lembre-se: nenhum esforço nosso tem o poder de trazer a salvação vinda de Cristo. Já está tudo feito. Basta aceitarmos esse presente.


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