Jovem Crente: O “amor” que descansa numa espreguiçadeira

O “amor” que descansa numa espreguiçadeira


Ela coleciona fotos de vestidos, penteados, maquiagens. Salva os contatos de fotógrafos incríveis que a enquadrariam em seu melhor ângulo. Ela sonha com o dia em que sustentará uma aliança em seu dedo e dirá para todos que mudou seu sobrenome.

Ele pensa na compra do carro, na faculdade para terminar, na viagem de volta ao mundo... Não tem pressa em deixar os jantares caros de final de semana, ou as ligações longas no final da noite, afinal, a situação aparenta estar satisfatória dessa forma.
Mas, talvez em outra realidade, o oposto pode acontecer:

Ele já viu alguns apartamentos, julgando que a casa dos sonhos não estava tão acessível assim, mas que um pequeno lugarzinho para viver no início da vida a dois seria ótimo. Já orçou as alianças, trazendo à luz uma visão daquela família reunida à mesa nos finais de semana. Ele, afinal, deseja se emocionar ao ver sua bela dama percorrendo o corredor em um vestido branco.

Ela porém, está planejando sua pós graduação, querendo mudar de cidade pra conseguir um emprego melhor. Quer sair mais vezes, ganhar presentes. Não quer a responsabilidade de cuidar de uma casa, nem o peso de uma possível festa de casamento. Se for pra casar, tem que ser com a festa x, com a comida y e o vestido z. Se acha nova demais para pensar em ser chamada de senhora “(coloque o sobrenome aqui)”. Já é bom o suficiente estar confortável em uma relação. Não há necessidade de mudar nada.

O descanso do amor, as férias dos compromissos...afinal, um relacionamento não deve ser turbulento, não é mesmo? E diante do entendimento de um dos lados em se buscar uma mudança na rotina, e oficializar o “felizes para sempre”, um stress básico surge: parece que o (a) fulano (a) não quer se casar comigo.

Opa, calma aí! Não é que a pessoa negue completamente o desejo de passar o resto da vida contigo. Nem que vocês jamais tenham tocado nesse assunto no começo do namoro, afinal, um relacionamento dentro da visão cristã, deve visar um compromisso mais sério, o que no caso é o casamento. Mas, um de vocês tem tantos sonhos que precisam ser realizados “sozinho”, ou talvez a condição financeira de seus pais é tão confortável e o pensamento de sustento próprio de duas pessoas não satisfaz todas aquelas vontades que vocês possuem. Talvez a espreguiçadeira da vida sem uma promessa duradoura de amor é o ponto perfeito para um de vocês. E o imaginar de uma situação transformadora seria uma catástrofe certa para o relacionamento de ambos.

O verdadeiro amor conduz à espera de forma preparatória.

Deus, em toda sua graça e soberania, desenha a nossa história pautada em um amor que não descansa! É o amor sacrificial que abre mão da glória do Pai, para em forma de servo, ser humilhado, rejeitado, e morrer como um criminoso, a fim de que saíssemos do estado de perdição no qual estávamos condenados (Filipenses 2.5-11). Sabemos que essa redenção deve produzir em nós esperança de vida eterna (João 3.16) e certeza de um propósito (Efésios 1.4-12), e que nossa vida deve refletir o amor dado a nós, em glória à Deus, e no amor ao nosso próximo (1 João 4.14-21).

Deus criou o homem (Gênesis 1.26-28; 2:15-25), abençoou a união do primeiro casal da humanidade, Adão e Eva, dando-lhes propósito e ordem (Gênesis 1.28; 2.24). Após a entrada do pecado no coração do homem (queda), o anseio por aquele que viria a esmagar a serpente (Gênesis 3.15) foi o plano de fundo de toda a narrativa do povo de Israel. Quando Cristo nasceu, cumprindo a promessa feita por Deus, e vindo mostrar toda esperança que o Amor proporciona àqueles que são dEle, entende-se que a espera acabou. Jesus era o noivo e precisava então preparar a noiva, a fim de que na concretização final de toda a promessa um casamento viesse a acontecer.

Você já parou para pensar que temos uma história de casamento com os primeiros humanos e teremos uma história de casamento para viver na eternidade?

Mas isso tudo exigiu uma promessa. Um comprometimento. Uma espera. Uma preparação.

O casamento então, dentro dos conceitos bíblicos, é um exemplo do que acontecerá:

"Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou." Apocalipse 19:7

Não troque de lugar com o dorminhoco.

E o que tudo isso tem a ver com a pessoa X não desejar casar comigo, nem agora, nem num futuro próximo?

Um amor ideal tem sua fundamentação no AMOR verdadeiro. Não estou ditando a você quantos anos, meses, dias, ou segundos seriam aconselháveis para que haja um noivado, e por fim a oficialização em um casamento propriamente dito. Mas, Cristo cuidou de todos os detalhes para que sua noiva pudesse se purificar (santificar), a fim de um dia celebrar a união desse amor. Se você, rapaz ou moça, está com o coração aflito porque tanto tempo já se passou e seu sonho de subir ao altar parece estar cada dia mais distante devido ao “conforto” do namoro sem compromisso, gostaria de convidá-lo a chegar-se aos pés de Cristo, e aprender com Ele quais são os padrões do amor real (1 Coríntios 13).

Você não deve cobrar uma atitude de sua companhia amorosa sem oferecer a ela a sua preparação para esse momento. Essa pessoa pode estar tranquila pois acha que ambos não estão prontos para um casamento. Ou, movido pelo egoísmo, os padrões de seu relacionamento são somente baseados em uma atração, uma comodidade por “ficarem bem juntos”. Seja como for, se você acredita que a sua escolha em casar-se com essa pessoa continua sendo o ideal, seja primeiro uma pessoa com a qual ela deseje casar, lembrando de não baixar os padrões divinos (deixar que seus desejos carnais controlem suas ações), ou permitir que Deus saia do centro de sua vida e o casamento se torne seu ídolo. Antes, reflita nos motivos pelos quais você entrou em um namoro com essa pessoa, entregue essa situação ao Senhor, e, se o sono tomar a pessoa que está deitada na espreguiçadeira, avalie se os motivos pelos quais vocês esperam para casar não estão sendo motivados (cegados) pelo pecado.

Você pode ser levado a crer que esse relacionamento é bom desse jeito e querer puxar a cadeira do lado. Mas lembre-se: assim como precisamos nos preparar para nos encontrarmos com o Noivo (Cristo), em santidade e prontidão, devemos entender que a vontade divina para a união de duas pessoas deve visar a glória dele! E isso não começa no dia em que você disser sim na frente de um juiz de paz ou pastor. A partir do momento em que você decidir gastar tempo em se comprometer com outra pessoa, seu propósito se torna claro.

Não quer casar agora? Por que você prende a outra pessoa em uma casinha confortável e a deixa com medo da solidão? Não alimente expectativas que você não possui o desejo de cumprir.

Você quer se casar e a outra pessoa não? Entregue suas preocupações ao Senhor (Salmos 94.19; Provérbios 3.5,6; 29.25; Naum 1.7; 1 Pedro 5.7), e reflita sobre o que conduziu vocês a esse relacionamento. Se apegue ao Senhor com todas as suas forças! O verdadeiro amor lança fora o medo, e Deus tem prazer em cuidar de nossos corações. Ele retira todo o peso, a dor, a tristeza de uma esperança que não chega e põe em nosso entendimento a graça e satisfação completa nele! Se você estiver tão agarrado ao Deus de todo amor, Ele conduzirá seu caminho a fim de te mostrar o que precisa ser mudado, impactando suas ações, e mostrando para seu (sua) companheiro (a) qual é o passo a ser tomado para a Glória do Pai ser revelada na vida de ambos. Seja ela para o casamento, ou o término, a sua âncora estará fixada na promessa de um Deus que entende TUDO sobre o amor.

Confie, entenda, se prepare, espere, ame, e entregue tudo à Ele!

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