Jovem Crente: Páscoa: A solução pro problema do mal

Páscoa: A solução pro problema do mal


Há muito tempo, ouvi uma história a respeito de um judeu que foi testemunhar em um tribunal contra um dos comandantes de Hitler. Ao chegar ao tribunal e se deparar com o homem que foi responsável pela morte de milhares, ele não conseguiu dizer uma só palavra por conta do choro que o tomou. Passado algum tempo, quando repórteres foram entrevista-lo, perguntaram se ele havia chorado tanto por conta da raiva que o havia dominado. Para espanto de muitos, ele disse que não. O motivo por ter ficado em prantos era o pensamento que lhe ocorreu, de que aquele homem era “normal”, implicando no fato de que ele poderia fazer as mesmas coisas que aquele homem havia feito. E é com essa história que damos o pontapé inicial ao nosso texto!

O que isso tem a ver com a páscoa? Tudo! Pense comigo, Deus criou Adão e Eva e lhes deu uma escolha. Eles poderiam comer de todos os frutos do jardim, menos o fruto do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Mas, após uma clara desobediência do homem às ordens de Deus, o pecado entra no mundo e com ele, o mal. O que é o mal senão a ausência do bem? Deus criou homem e mulher de forma santa e pura, formando algo bom. Porém, depois do pecado, eles se afastaram daquilo que configura o bem, que é a vontade de Deus, e começam a optar pelo mal.

No Éden, nós temos uma realidade perfeita. Vemos a criação em perfeita harmonia com seu Criador, com a santidade e a bondade fazendo parte deles. Mas quando ocorre o pecado em Gênesis 3, nós vemos o começo das implicações da atitude pecaminosa do homem. Deus expõe as consequências e os expulsa do jardim, como um cuidado com eles. Logo depois, vemos Caim matar Abel, e as gerações se distanciarem de Deus. E por mais que seja notória a vida e piedade de alguns homens, vemos que a maioria se afasta dEle, deixando que o pecado fizesse MAL para sua mente e coração. Ou melhor, fazendo com que o mal compusesse seus pensamentos e seus sentimentos.

“Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.”
Romanos 1.21-23

Sim, eles conheceram a Deus e se relacionaram de forma íntima com o bem, mas preferiram trocar o bem por sua ausência, ou seja, o mal. Viraram as costas para o Criador Santo que lhes havia criado, e decidiram buscar e adorar outras coisas. Aqui temos o problema do mal e o causador de tal problema. E é aqui que a história muda de forma surpreendente. Deus poderia virar também as costas para a criatura e deixá-los perdidos em meio ao mal, ou mesmo, poderia acabar com o mal. Agora, se Adão era representante da raça humana e pecou, logo todos pecaram. E acabar com o mal, implicaria em acabar com próprio ser humano.

“Quando Adão pecou, o pecado entrou no mundo, e com ele a morte, que se estendeu a todos, porque todos pecaram. ”
Romanos 5.12

Ao invés de ir contra essa afronta da criatura, Deus tem uma atitude que não faz sentido em nossa pequena e limitada mente. Ele escolhe agir com graça e demonstrar seu amor.

“Embora sendo Deus, não achou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar. Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz.”
Filipenses 2.6-8

Deus responde à rebeldia com misericórdia. Rebate o mal com o bem. Demonstra a graça, quando o homem está perdido em meio à desgraça. Mas há algo implícito na morte e ressurreição de Cristo que deve fazer com que nossos olhos brilhem. Cristo nos justifica! O teólogo Paul Enns, explica em seu livro “Manual de Teologia Moody” que “Justificar é declarar alguém que tem fé em Jesus Cristo justo. Este é um ato forense (legal) de Deus no qual Ele declara o crente pecador justo na base do sangue de Cristo. A ênfase principal da justificação é positiva e envolve dois aspectos em destaque. Envolve o perdão e a remoção dos pecados e o fim da separação de Deus (Atos 13.39; Romanos 4.6-7; 5.9-11; 2Co 5.19) ”. Deus justifica o homem, resolvendo o problema do mal, de forma parcial (temporalmente falando) pois agora, todos os salvos são considerados justos diante de Deus e, portanto, podem optar por conhecer e fazer o bem, caminhando para o momento em que o problema do mal será resolvido em sua plenitude, e isso acontecerá na volta de Jesus Cristo (Mt 25.31-33; Jo 14.2-3).

Você entende o peso e os desdobramentos da justificação de Cristo através da cruz e de sua ressurreição? Você consegue pensar no quão alto foi o custo para que nós tivéssemos contato novamente com o bem? Fica claro para você que a páscoa deve ser uma lembrança constante em nossas mentes e em nossos corações?

“Portanto, uma vez que pela fé fomos declarados justos, temos paz com Deus por causa daquilo que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós. Foi por meio da fé que Cristo concedeu esta graça que agora desfrutamos com segurança e alegria, pois temos a esperança de participar da glória de Deus ”.
Romanos 5.1-2

A morte de Cristo aponta para o cumprimento da promessa feita por Deus já em Gênesis 3.15, mas é a ressurreição que coroa tal cumprimento e nos justifica diante do Pai. Agora, podemos olhar para Deus através de Cristo, que tomou TODOS os nossos pecados sobre si. Como diria um professor meu, “Deus não se cansa dos nossos recomeços” (Carlos Osvaldo Pinto). Hoje temos paz com Deus, por meio de Jesus Cristo, que nos justifica, e nos dá uma nova identidade. Onde o mal reinava e o pecado escravizava a humanidade, vemos a expressão da justificação, pois “ainda maior, porém, é a graça de Deus e sua dádiva de justiça, e todos que a recebem reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.” (Rm 5.17b).

Diante dessas verdades, não podemos viver de qualquer forma. A justificação deve implicar em gratidão. Deus nos livra do eterno castigo e isso deve gerar em nós uma eterna fidelidade. A questão é: Quando, onde e como você tem sido fiel a Ele? Porque não podemos descansar, até que o todo da nossa vida (trabalho, família, estudos etc) aponte para Deus!


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