Jovem Crente: Você não é quem diz ser!

Você não é quem diz ser!


Antes de qualquer outra coisa, deixe-me explicar o porquê de um título tão agressivo, já que ele questiona sua identidade. Nós dizemos e pensamos coisas sobre nós que muitas vezes não são verdades. Por mais que eu diga coisas sobre quem eu sou, a menos que minhas atitudes comprovem que minhas palavras não estão vazias de sentido, elas serão só palavras. Por mais que queiramos, palavras não fazem de nós quem desejamos ser, mas nossas atitudes muitas vezes provam que somos quem não queríamos!

Como a bíblia bem trata, nosso coração é pecaminosamente enganoso. E por ser enganoso, ele tende a nos fazer de tolos ao permitir que pensemos em mentiras, realmente crendo que são verdades. Por exemplo, fica muito fácil ter um discurso religioso que faça com que todos ouçam que eu tenho fé, mas a menos que minha fé seja visivelmente vivida e praticada, são só palavras. O que não prova nada, além do fato de que você não é quem diz ser!

Isso é difícil de se ouvir e não soa agradável, mas a menos que entendamos e que busquemos uma solução, isso será uma verdade. Tiago deixa claro que “a fé, por si mesma, a menos que produza boas obras, está morta” (Tg 2.17). Ou seja, por mais que falemos que somos filhos de Deus, redimidos e que temos fé nele, se não vivermos a fé que dizemos ter, ficará evidente que temos fé, mas que ela não está pautada em Deus. As obras não devem ser feitas para que cheguemos à salvação (Ef 2.8-9), mas quando recebemos a salvação das mãos do Criador, por meio de Cristo Jesus, nós começamos a viver boas obras como resultado. Eu não faço coisas para ganhar a salvação, mas por ter ganhado a salvação, então eu faço tais coisas. A ordem é diferente e faz com que entendamos que as boas obras só são possíveis a quem realmente foi salvo, porque elas demonstram a gratidão daquele que entendeu o cenário magnifico da graça de Deus. Nós sempre teremos fé em algo, e o papel das nossas ações sempre será apontar para onde nossa fé está. Por mais que digamos ter fé em Deus, se por exemplo, corrermos atrás do dinheiro e sucesso profissional como um fim em si mesmo, saberemos que nossa fé não está em Deus. E o que deixará isso evidente? As nossas práticas!

Por isso, Tiago desafia qualquer um dizendo: “mostre-me sua fé sem obras e eu, pelas minhas obras, lhe mostrarei minha fé! ” (Tg 2.18b). Não tem como separarmos prática e fé, porque sempre praticaremos nossa fé, seja ela qual for e onde estiver. E aqui chegamos a uma crítica que faz com que cada pessoa olhe para dentro de si e repense, porque nós temos uma grande tendência a ouvir sobre Deus e até falar sobre ele, mas acabamos não vivendo.

“Não se limitem, porém, a ouvir a palavra; ponham-na em prática. Do contrário, só enganarão a si mesmos.”
Tiago 1.22

Como disse, não enganamos ninguém, senão, a nós mesmos. Por isso, a menos que eu viva a fé que digo ter, estarei sendo enganado pelo meu podre coração e não serei quem eu digo ser!

Uma vez que ouviram falar de Jesus e foram ensinados sobre a verdade que vem dele, livrem-se da sua antiga natureza e de seu velho modo de viver, corrompido pelos desejos impuros e pelo ENGANO. Deixem que o Espírito renove seus pensamentos e atitudes e revistam-se de sua nova natureza, criada para ser verdadeiramente justa e santa como Deus.”
Efésios 4.21-24

Deus nos dá uma nova identidade e pede, não que falemos sem viver, mas que vivamos o que falamos, pois temos conhecido, crescido e nos aprofundado e não tem como continuarmos tendo atitudes incoerentes com nossa nova identidade, pois agora somos filhos de Deus. E como filhos, devemos ter uma intimidade tal com o Pai, que não consigamos viver outra coisa que não a vontade de Deus, porque sabemos que ela é o que existe de melhor. Você quer continuar sendo quem diz ser, ou quer ser quem Deus diz que você deve ser? Então, busque a ele progressivamente, até que não haja mais diferença entre aquilo que você fala e o que vive, pois, sua fé ganhará forma por meio da sua vida!

Deus espera que sejamos filhos obedientes e que vivamos pela fé nele, deixando que essa fé faça com que nosso trabalho, estudos, amizades, vínculos familiares e todo o resto que compõe nossa vida, apontem para ele como nosso Senhor e Salvador!


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