Jovem Crente: Up - Altas aventuras

Up - Altas aventuras


A maioria de nós já viu a história dessa animação e já faz algum tempo que esse filme foi lançado. Mas então, qual a razão de eu estar escrevendo sobre ele somente agora?

Em primeiro lugar, desde quando eu o assisti e até hoje quando vejo alguma cena do filme, me pego pensando sobre a sua história. A animação é muito engraçada, nos faz rir e nos emociona em alguns momentos também, mas só decidi escrever sobre ela após uma conversa com minha avó na tarde em que escrevo este artigo.

A história do filme é simples: trata-se de um senhor que sempre foi muito apaixonado por sua esposa e tinha o sonho de viajar junto com ela para um lugar que descobriram, mas que ainda não conheciam. Eles passam muitos anos juntando recursos para a viagem, mas os imprevistos sempre os impediram de ir. Em um determinado momento, já idosos, sua esposa falece, deixando-o sozinho. Despreparado para isso, ele passa a viver triste, amargurado, sem nada que lhe dê alegria, até que um dia, ele se recorda do seu sonho de viajar com ela para esse lugar e decide realiza-lo. E é aí que este filme sempre me fez pensar.

O que mais me chama a atenção é a luta desse senhor de ir atrás da única coisa que lhe trazia lembranças de quando era feliz, que lhe lembrava de sua esposa. No desenrolar da história, ele não encontra a felicidade quando chega ao lugar, mas somente quando larga o passado e passa a viver novas aventuras com o garotinho que conheceu na viagem. Porém, o filme esconde uma verdade triste para muitos, camuflada em uma casa voadora cheia de balões – as coisas passam, pessoas passam, e a não ser que você desafie as leis naturais e construa uma casa voadora, as aventuras podem acabar.

Hoje, quando conversava com minha avó (93 anos), mais uma vez ela contava de suas histórias na igreja, nas casas que morou, nas situações e aventuras que passou junto ao meu vô (já falecido). Hoje, com muitas limitações físicas, cabe a ela apenas recordar, já que não pode construir uma casa voadora ou uma máquina do tempo. Enquanto me contava ela soltou estas palavras: “tempinho bom aquele”, e logo em seguida “como tudo passa rápido. Deus me permitiu viver muitas coisas, mas tudo já passou, ficou para trás, a vida não é nada mesmo”.

Essas palavras me lembraram do filme, e o filme mais uma vez me lembrou do que vou escrever aqui. Todos nós jovens, estamos a gastar nossa vida, a vivê-la intensamente. Quando olhamos para esse filme, para a minha avó, podemos ver as histórias deles de trás para frente; ambos já viveram muito e agora só lhes restam memórias.

Mas eu, e provavelmente você que está lendo, ainda estamos vivendo as experiências que um dia se tornarão memórias. Ainda somos jovens e, se Deus permitir, vamos passar por muitas coisas.

O filme nos propõe que a felicidade está nessas boas experiências, e que o senhor viúvo e idoso só a encontrará novamente se passar por novas aventuras, novos momentos felizes, pois apenas memórias não são suficientes.

Mas o que quero frisar aqui é que, tanto agora quanto no final da vida, quando não formos mais capazes de sermos independentes e buscarmos novas aventuras e só nos restarem memórias, só há uma alegria firme e inabalável, que suporta todos os momentos bons e ruins: Cristo!

É por isso que as palavras de Paulo fazem todo o sentido:

“porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fp 1.21)

Cristo é a única pessoa capaz de preencher completamente a nossa vida e até mesmo a nossa morte, já que viveremos para sempre com ele. Não são momentos bons nem grandes aventuras que nos trarão felicidade, pois um dia isso irá acabar e não teremos casas voadoras, mas sim Cristo!

Descobrir Cristo na infância, experimentá-lo na adolescência, servi-lo no vigor da juventude, na fase adulta, e vê-lo ainda presente e a cuidar de nós na velhice, isso sim é uma alegria sólida, constante, inabalável!

Me lembro de uma senhora que conta seu testemunho nos extras do filme Quarto de Guerra. Ela não pode voar, não pode nem sequer caminhar pela rua sozinha, mas ela se emociona e conta com alegria como a cada manhã consegue descobrir mais sobre Jesus, conhecê-lo mais, amá-lo mais. Uma aventura nova a cada manhã!

Como Jesus orou:

“Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3)

Começa aqui! Nossa vida eterna começa em conhecer o único Deus verdadeiro! O próprio Jesus também disse: “Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna” (Jo 6.47). Crer em Jesus, experimentá-lo, nisso consiste a vida eterna!

As pessoas passam, momentos bons passam, coisas passam, mas Cristo e o seu amor permanecerão para sempre! Não baseie sua alegria em coisas passageiras, para não chegar ao final de sua vida esperando por uma casa voadora para lhe trazer de volta a felicidade.

Não me canso de ler esse texto, escrito por Isaías, mas que através dos séculos conforta tantas pessoas de todas as idades, lembrando que no Senhor, na pessoa de Jesus, encontramos tudo o que precisamos:

Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam” (Is 40.30,31)


Por isso, busque ao Senhor Jesus todos os dias de sua vida! Como ele disse em João 4 em sua conversa com a mulher samaritana, ele pode nos saciar como uma fonte a jorrar para a vida eterna (v. 14). Não deixe um dia se passar sem experimentá-lo, sem conhecê-lo mais, pois aí está a verdadeira alegria, e não em nenhuma casa voadora! CRISTO É UMA AVENTURA SEM FIM!






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