Jovem Crente: Medo

Medo

Quando crescemos, associamos o medo ao um sentimento infantil e agimos como se ele nunca pudesse fazer parte da nossa vida. Contudo, este pode surtir nas nossas mentes camuflado em muitas perguntas: será que nunca irei namorar? E se eu não passar no vestibular? Será que terei dinheiro para fazer um intercâmbio? E se alguém da minha família tiver câncer? E se eu precisar me mudar? Será que eu engordei? Embora o tempo passe, continuamos a vivê-lo e ele não é apenas um sentimento natural que todo ser humano tem, mas um pecado a ser combatido que atrapalha o nosso relacionamento com Deus.


Em Mateus 8.23, podemos ler a história bíblica em que Jesus acalma a tempestade. Depois de terem entrado num barco, uma grande tempestade começou, as ondas do mar ficaram agitadas e muita água o inundou. Jesus dormia, mas Seus discípulos ficaram amedrontados e O acordaram clamando para que Ele os salvasse. Cristo levantou, repreendeu os ventos, o mar e os próprios discípulos, afirmando “Por que vocês estão com tanto medo homens de pequena fé?” Esse questionamento de Jesus para com os discípulos demonstra o motivo do medo deles: a incredulidade em Deus. Eram homens de pequena fé.
É fácil ficar intrigado se perguntando “Como eles puderam temer? Tinham Jesus junto deles!” Contudo, o nosso coração reage da mesma maneira hoje em dia. Não cremos que Deus está no controle e tem o melhor para nós. E essa incredulidade é reflexo de um coração orgulhoso, que acha que sabe controlar as situações melhor do que Ele.
Em 1 João 4.18 está escrito: “No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” Esse versículo nos ensina que em Deus não há medo e que o medo, que produz tormento, é uma das características daqueles que não são filhos dEle.  Os Seus filhos tem o privilégio de confiarem nEle e de, além de serem libertos da culpa dos seus pecados, também o são do medo e do tormento.
Há muitas consequências, até mesmo físicas, para esse  medo que nos escraviza. Quantos não têm sofrido de pânico? Depressão? Insônia? Entretanto, a pior delas que estes enfrentam é o distanciamento de Deus. Nossas orações se tornam vãs repetições e a tristeza nos domina. Os remédios, as lágrimas e desestabilidade não solucionam nossos medos, mas nos travam, contudo a confiança no Senhor nos dá paz para com Ele (Rm 5.1), mesmo em momentos de dificuldade, e nos ajuda a perseverar. Devemos temê-lO e não ter medo de circunstâncias e pessoas.
Se você não passar no vestibular, se precisar se mudar, se o seu peso realmente aumentou e se você está sozinho e isso te amedronta tanto, conte para Ele (1Pe 5.7) numa oração sincera e acredite que Ele está no controle. Lembre-se de que quando confiou sua vida a Ele, você se entregou a uma caminhada de fé e não pequenos passos intercalados por dúvidas e medos. Ele é o Senhor da sua vida e tudo está debaixo da Sua poderosa mão! Apenas confie.
“Em vindo temor, hei de confiar em Ti. Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.” Salmo 53.3,4

Abraço, Marina Berti

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