Jovem Crente: Nomofobia... Uma história real (vício em celular)

Nomofobia... Uma história real (vício em celular)


Ester é filha única de uma família de classe média e seus pais trabalham. Eles a amam muito, portanto Ester sempre teve tudo o que sempre quis sem muito esforço, por conta de ser filha única, pois conseguia persuadir seus pais. Eles se separaram quando ela tinha 4 anos, e quando tinha 7 anos ganhou o seu primeiro celular para se comunicar com o seu pai, que agora morava na cidade vizinha. Ter um celular com sete anos não era nada comum entre as amigas da menina. Com o decorrer dos anos, seu pai sempre trocava seu celular por um mais moderno, e o objetivo inicial era para a melhor comunicação entre pai e filha. Quando a adolescência bateu a porta, Ester já tinha trocado de celular por, no mínimo, seis vezes e aprendeu a pedir incessantemente para seu pai sempre que lançavam um modelo novo. E se sua mãe a questionasse em relação a isso, ela alegava que precisava de um objeto novo para se comunicar com o pai.


Para ela ter o desejo de ter um novo aparelho a cada seis meses era normal, afinal as coisas precisam ser trocadas e isso não era mais estranho em seu circulo de amizade. Com o passar da sua adolescência, sua mãe notou que aquilo era um ídolo no coração de sua filha e percebeu que ela não tinha domínio próprio no uso do celular, por isso tentava discipliná-la tirando o celular por alguns dias e alertando a cerca do problema.
Ester era teimosa e queria que tudo lhe agradasse, e sempre achava que a mãe não se importava com a sua vontade de ter um novo aparelho e se irritava quando a mãe pedia para ela ficar sem o celular. Quando Ana, mãe de Ester, a procurava para passar um tempo juntas, mesmo que ela pedisse carinhosamente, ela ainda se irritava e não queria deixar seu celular de lado. Não percebia que seu relacionamento com Deus não era mais o mesmo, e que o que ocupava as suas horas de devocional era o celular. Seu tempo de devocional era ocupado por mensagens no facebook , e tentativas de passar as fases do candy crush, no culto trocava sms com seus amigos, na escola dominical visualizava todas as atualizações do instagram, sem contar todos os check-in no foursquare. Passava mais horas no celular do que conversando com sua família.
No ensino médio, começou a enxergar o problema que aquilo estava causando em sua vida, havia tomado cinco advertências na escola por usar o celular em sala de aula. Seu professor de inglês sempre lhe tirava o celular em aula para melhorar o seu aprendizado, porém ela não conseguia se concentrar, porque só pensava no seu celular.
Ester sempre achou que era dona da situação e, se alguém a confrontava, ela alegava que estava tudo sob controle. Até que Ester, em uma aula de escola bíblica dominical sobre pecado, foi confrontada pela palavra, e o Espírito Santo a fez perceber que a falta de domínio próprio lhe fazia pecar, estava em condição de escrava como é mencionado em 2 Pe 2.19 “Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina ”. Ela não tinha mais controle, aquilo a dominava. Precisava de ajuda a luz das escrituras. Inicialmente achou que nunca iria encontrar na bíblia textos que falassem de “não ame os celulares nem tudo os aplicativos que pertencem a ele” ou algo do tipo, e procurou ajuda.
Ester não sabia quem procurar. Sua mãe no momento estava longe, então orou a Deus por uma semana. Até que encontrou Rose, líder dos adolescentes da sua igreja. Ela então se lembrou dos conselhos dados pela sua mãe, que sempre que tivesse com um problema, deveria procurar uma pessoa madura na fé para obter ajuda. Frequentando a reunião de adolescentes, começou a conviver com Rose, e percebeu que era uma pessoa madura na fé.  Após algum tempo conversando com Rose Ester compartilhou a sua dificuldade e pediu ajuda.
Durante os encontros com Ester, Rose a questionou sobre qual era o pecado que precisava ser reconhecido e, de imediato, Ester não sabia identificar. Passaram a se encontrar semanalmente e com o tempo, oração e estudo da Palavra de Deus, Ester passou a identificar os pecados do egoísmo (Fl 2.4), pois só se importava com os seus interesses, e pouco se importava com os interesses dos outros; idolatria, o seu celular ocupava o seu tempo com Deus (Ex 20.2); insubmissão, não obedecia aos seus pais quando eles a alertavam em relação ao tempo com o celular (Ex 20.12); orgulho, porque o mundo deveria girar em favor de Ester; dentre todos esses pecados, o orgulho (Pv 29.23) era a raiz  de todos os outros pecados.
Rose incentivou Ester a ter ações práticas, como memorização de versículos que estariam relacionados ao seu pecado e a mudança, por exemplo 2 Co 5.17, Rm 6.12, Mt 5.29, 2 Pe 1.5-7, Gl 5.22-23 e outros. Ter uma pessoa para prestar contas semanalmente, sempre conversando sobre como ela estava tratando o pecado. Não usar o celular onde estava mais suscetível a perder o controle e estabelecer  um horário para o uso o celular. Sempre situar um horário para devocional, momento com a família, tempo de entretenimento e estudo e nunca deixar o celular ocupar esses horários.  Ester teria que se policiar constantemente, e não deixar que o pecado a dominasse novamente.
Assim como aconteceu com Ester, resultado da globalização e fruto da geração Y, estamos propensos a passar pelo mesmo problema. Talvez a sua história de vida não tenha o mesmo pano de fundo que a de Ester. Entretanto você pode passa por problemas na mesma área.  E com o exemplo de Ester, observamos que a mudança é possível, e que Cristo é a esperança para mudarmos e parecermos mais com Ele.





Este artigo foi escrito pela aluna do Curso de Liderança e Discipulado, Stephanny Abreu para a matéria de ética pessoal para moças.
A Ester é um personagem criado por ela baseado em sua própria vida e experiência.

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