Jovem Crente: Arrependido?

Arrependido?


Você se entristeceu pelos seus pecados nessa última semana? 
Por quê?

a) Pq acabaram descobrindo... =/
b) Pq meus pais/amigos ficaram decepcionados comigo =(
c) Pq fiquei de castigo ¬¬
d) Pq fiquei frustrado comigo mesmo =’(
e) Outro

Em 2 Co 7.8-10 Paulo escreve que ficou muito feliz pelo fato de a sua carta anterior ter entristecido os coríntios. Como assim??? Bem, nessa outra carta, ele havia confrontado seus leitores sobre seus pecados e eles ficaram tristes, é claro. Mas o motivo que deixou Paulo tão alegre foi o tipo de tristeza deles.

Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo. É verdade que a princípio me arrependi, pois percebi que a minha carta os entristeceu, ainda que por pouco tempo.  Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte. Vejam o que esta tristeza segundo Deus produziu em vocês: que dedicação, que desculpas, que indignação, que temor, que saudade, que preocupação, que desejo de ver a justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito. (2 Co 7.8-10)

Você consegue perceber a diferença entre a tristeza segundo Deus e a tristeza segundo o mundo? Os coríntios não ficaram amargurados ou irados com Paulo por causa da bronca que haviam recebido. Pelo contrário, ficaram tristes da maneira que Deus queria, e isso os levou ao arrependimento em vez de ao remorso. E esse arrependimento produziu transformação em suas vidas.

Quando me entristeço pelo meu pecado por causa das consequências ou porque fui pega no flagra, isso não é arrependimento verdadeiro. Essa é a tristeza segundo o mundo, que em vez de ser teocêntrica, entendendo a perversidade do pecado, é egoísta, motivada pelas consequências dolorosas do pecado. Esse tipo de tristeza não leva a transformação alguma.

Enquanto só quisermos ter uma vida certinha, legal, exemplar, confortável, sem muitas consequências ruins, sem vícios, sem desapontar ninguém e tal...  Isso não será temor genuíno a Deus. Um não-cristão também pode querer se livrar de hábitos negativos porque são prejudiciais a si mesmo.

Já a tristeza segundo Deus gera arrependimento e nos dá esperança em Sua graça. Isso acontece quando eu me entristeço pelo meu pecado, não pelas consequências, mas porque reconheço que o meu pecado ofende o próprio Deus, três vezes Santo. O problema não são as consequências (embora ninguém goste de consequências, claro). Mas muito pior que a pior consequência é o fato de que o meu pecado insulta o Deus que é digno de todo o meu louvor.

Isso me lembra Davi, que, quando reconheceu seu pecado, disse: “Pequei contra o Sehor” (2 Sm 12.13). É somente o profundo reconhecimento da santidade de Deus (e, consequentemente, da gravidade do meu pecado, que é contra Ele) que pode levar ao arrependimento genuíno e a vitórias nas lutas contra o pecado.

No dicionário, um dos sinônimos de arrependimento é contrição, que significa “dor profunda por ter cometido pecado”. Precisamos entender que a ansiedade, a murmuração, o descontentamento, a inveja, o temor a homens, o orgulho, os preconceitos, os medos, a imoralidade sexual, a autossuficiência (e qualquer outro pecado) são contra o Nosso Santíssimo Deus. Quando essa verdade nos causa dor profunda, esse é o verdadeiro arrependimento. E um coração verdadeiramente quebrantado e contrito, Deus não rejeita (Sl 51.17), pelo contrário, Ele é fiel e justo para perdoar e purificar (1 Jo 1.9).

(Recomendo: Bring me back, do Paul Wright)



Um comentário:

  1. o verdadeiro arrependimento mostra que amamos a Deus... ninguém fica contente em deixar a pessoa amada triste... ai fica a pergunta: amamos de fato a Deus sobre todas as coisas? mais do que a nós mesmos?

    ResponderExcluir

Deixe aqui seus comentários, sugestões ou opiniões. Lembre-se:
- pode discordar, mas com educação